Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Adeus Bolívia

Uruguai encontra campo gigante de gás, afirma estatal
O Uruguai informou ter encontrado um campo de gás natural cuja estimativa é de 3 trilhões de pés cúbicos (85 bilhões de metros cúbicos). Por meio de nota, a empresa exploradora de petróleo e gás do país, a Ancap (Administração Nacional de Combustíveis, Álcool e Cimento Portland), afirmou que a jazida foi encontrada durante explorações feitas para levar o bloco a leilão em 2009,
Para termos de comparação, no mês passado a produção de gás natural brasileira atingiu 49,554 milhões de metros cúbicos/dia. Da Bolívia, o país importa entre 27 milhões a 29 milhões de metros cúbicos/dia.
Se confirmada, a reserva poderia abastecer o Brasil dentro de quatro anos, ou até mesmo os Estados Unidos, afirmou Hector de Santa Ana, diretor de exploração e produção da Ancap, à Bloomberg.
O Uruguai pretende abrir seus campos após a Argentina cortar suas exportações. "Os estudos ainda são preliminares, mas são encorajadores e devem atrair investimentos para exploração no próximo ano", disse. Segundo ele, a Repsol já manifestou interesse na parceria, enquanto a Petrobras já tem acordo de cooperação assinado com o Uruguai no setor.
O presidente do Uruguai, Tabare Vazquez, comemorou a descoberta em nota divulgada ontem.
A reserva está localizada entre 5.000 e 6.000 metros de profundidade. Segundo Santa Ana, são 750 metros de água e o resto de rochas.
A previsão da Ancap é investir entre US$ 130 milhões e US$150 milhões em poços que possam confirmar a qualidade e quantidade do gás.
Folha Online
E Mais...
Empresa anuncia descoberta de jazida de gás natural no Peru

A empresa peruana PetroTech anunciou nesta quarta-feira a descoberta de uma jazida de gás natural que pode alcançar uma produção 20 milhões de pés cúbicos diários (cerca de 566 mil metros cúbicos) na costa norte de Peru, informou nesta quarta-feira a imprensa do país. Para termos de comparação, em maio a produção de gás natural brasileira atingiu 49,554 milhões de metros cúbicos/dia.
A descoberta, localizada a 7,5 quilômetros da costa de Piura, cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Lima, teria reservas potenciais de gás entre 350 milhões e 840 milhões de pés cúbicos (10 mil e 23,7 mil metros cúbicos), segundo o jornal "El Comercio".
Este novo campo, batizado como São Francisco, é a segunda descoberta de gás em rochas paleozóicas no noroeste do Peru, depois da descoberta em 2007 do campo de gás de San Pedro, onde poderia haver cerca de 360 milhões de pés cúbicos de gás. A companhia, que encontrou a jazida no fim de semana passado, informou que agora procederá a avaliação e perfuração dos poços para determinar o potencial do descobrimento.
A PetroTech gastou US$ 10 milhões nos trabalhos de exploração sísmica e perfuração da zona, e estimou que os investimentos projetados para um eventual desenvolvimento dos campos rondaria os US$ 120 milhões. Este montante se destinaria à instalação de outras seis plataformas de perfuração e 15 poços adicionais.
Segundo informa a emissora Radio Programas do Peru, com estes descobrimentos, as reservas potenciais de gás no norte do Peru poderia variar entre 600 e 1.200 bilhões de pés cúbicos. A PetroTech administra um total de cinco lotes de exploração em Piura, resultado de um contrato de operações em hidrocarboneto com Perupetro, a empresa pública peruana responsável da gestão de gás e petróleo.
A jazida de Camisea, a mais importante do país e situada na região dos andes de Cuzco, tem 13,6 trilhões de pés cúbicos em reservas. Em março deste ano, a empresa BPZ Energy anunciou o descobrimento de uma serva que poderia alcançar uma produção de 40 milhões de pés cúbicos diários.
Folha Online

Evo Morales não sabe negociar o bem mais precioso existente na Bolívia, ele agora terá que rever as atitudes nacionalistas tomadas no passado com a Petrobras. Depois dessas descobertas de novos campos de Gás Natural, Evo terá que rebolar pra vender o Gás para o Brasil. Acabou o Monopólio!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Abertura Econômica Já!

DÓLAR DERRETE EXPORTADOR

Espaço aberto para Alberto José Peliciolli, diretor financeiro de empresa de móveis em Flores da Cunha (RS): "Nossa empresa do ramo de móveis é 100%, mas com o dólar no patamar em que está é impossível continuar, sob risco de demitir nossos 330 funcionários e mandá-los para o seguro desemprego. Vamos teimando, ainda até o final deste ano.O governo não se dá de conta que estamos gerando empregos na China, na Índia? Precisamos urgente de uma banda cambial".

O professor Marcelo de Oliveira Passos, da Universidade Federal de Pelotas (RS), entra no assunto, sugerindo como evitar uma apreciação maior da taxa de câmbio real no médio e longo prazo: basta promover uma nova rodada de abertura comercial (importar mais para exportar mais).

Diz ele: "Mexer na política cambial é tarefa que requer um timing preciso, um sentido apurado de análise e uma perfeita noção de sintonia da política cambial com outras políticas que fazem parte da política econômica (políticas fiscal e monetária, sobretudo, e também as políticas externa e comercial)". Por isso, às vezes é "melhor manter a política cambial como está e refletir mais sobre a necessidade e as características destas alterações". Mas cabe uma proposta: "não seria melhor é influir indiretamente sobre a taxa cambial (incentivando as importações) que alterar a política cambial (como propõe alguns economistas)? O Brasil é uma das grandes economias mais fechadas do planeta. Quando sua taxa de câmbio ruma para uma apreciação excessiva, tem-se uma oportunidade de se fazer política comercial. Nesse sentido, prospectar mercados para nossos principais produtos e oferecer em troca a desoneração tarifária para produtos importados essenciais para a indústria brasileira (máquinas e equipamentos, tintas, alguns componentes eletrônicos, softwares etc.) pode ser mais eficaz para a estabilidade cambial no médio prazo do que o discutir e implementar mexidas na taxa de câmbio, controles cambiais etc".

Ampliar a corrente de comércio pode ser mais eficaz do que defender alterações na política cambial, afirma. Outro ponto importante a considerar: "Com o possível aumento da taxa Selic no curto prazo, é possível que ela tenda para um piso cada vez menor. Bom para o especulador cambial e péssimo para o exportador. Um aproveita as diferenças de preços entre ativos (o real e o dólar). O outro gera produto, emprego e renda."

Joelmir Beting

terça-feira, 8 de julho de 2008

G-8 ACABA COMO COMEÇOU

A cúpula anual do G-8, clube das oito maiores economias do mundo, exceção do planeta China, chega ao fim nesta quarta-feira, no Japão, do jeito que começou: muita discussão e pouca decisão.

Nenhuma medida contra a inflação.

Pactuar metas de redução da poluição da riqueza, para 2050, por exemplo, é desconversar sobre a labirintite ambiental desta nossa civilização sem juízo.

O importante para o Brasil é que o presidente Lula, convidado da conferência de três dias, conseguiu agitar a crítica aos subsídios agrícolas e às orgias financeiras dos países ricos, além de recolocar no debate global o futuro da agroenergia do planeta.

Americanos e europeus morrem de medo do pé de cana do Brasil - que dá etanol por menos de um terço do custo do etanol deles, de milho, de beterraba ou de batata.

Joelmir Beting (08/07/2008)

International Finance Reporting Standard

IFRS irá aumentar lucro dos balanços do agronegócio

A implantação do padrão contábil internacional, o International Finance Reporting Standard (IFRS), pode trazer surpresas positivas para o agronegócio. Segundo interpretação da empresa de consultoria e auditoria Terco Grant Thornton, membro da rede Grant Thornton International, a norma contábil prevista no International Accounting Standard (IAS) 41, vai aumentar os lucros das companhias. Essa norma estabelece critérios para contabilização de produtos do agronegócio, que são chamados de ativos biológicos (plantas e animais). A divulgação das demonstrações contábeis em IFRS é obrigatória para todas as companhias abertas a partir de 2010.

De acordo com Daniel Maranhão, sócio da consultoria na área de IFRS, o IAS 41 considera a valorização dos produtos ao longo do crescimento e não apenas na hora da sua venda. "Com isso, o lucro da empresa vai crescendo mês a mês e não apenas na época da sua venda", afirma. A nova forma de contabilização evita uma explosão de ganho na hora da venda, que pode distorcer a avaliação da empresa, acrescenta.

Pela norma internacional, os ativos biológicos devem ser mensurados pelo valor justo e não pelo custo de plantio como é feita a contabilização pelas regras brasileiras, conta Maranhão. "Se ao encerrar o balanço, a planta, por exemplo cana ou eucalipto, estiver no meio do crescimento, o preço será ajustado até a data do crescimento, o que aumenta o valor do ativo e, consequentemente da receita a ser lançada pela empresa no balanço." O ajuste é feito pela transformação ocorrida, o que é calculado por laudos técnicos realizados por engenheiros agrícolas que são anexados ao balanço, conforme Maranhão.

O valor justo é obtido com base em cotação desses disponíveis no mercado. No caso de não existir um mercado para o produto, a norma prevê os seguintes passos para a sua determinação: transações recentes; valor de mercado para ativos similares; ou alguma outra medida de mercado que possa ser trabalhada para auxiliar na determinação de um valor justo para o produto.

A partir de sua determinação, o valor justo para a data da colheita passa a ser o custo histórico dessa produção agrícola que deve ser tratada de acordo com a norma de contabilização de estoques prevista na norma IAS 2, descreve o consultor da Terco.

Os custos referidos na norma incluem comissões pagas a intermediários e tributos em geral associados à transação de venda/ transferência e não incluem custos de transporte e outros necessários para a venda do produto.

No Brasil, a contabilização é feita a partir da estimativa do valor de custo original do produto, ou seja, inclui os custos do ciclo operacional na medida de sua transformação, incluindo custos tais como sementes, irrigações, adubos, conta o consultor.

Em 2007, a Terco registrou um crescimento de 50% em seu faturamento em relação a 2006.

Gazeta Mercantil

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O lado negativo do Etanol Brasileiro

“Esclavos" en planta de etanol
Grupo COSAN es el tercer productor de bíocombustiles

Un grupo especial de combate al trabajo esclavo en Brasil denunció las "condiciones degradantes" en que se encuentran peones de haciendas del grupo Cosan, el mayor productor de etanol de caña del mundo.

El Grupo Móvil de Fiscalización del Trabajo Esclavo realizó una operación en el interior del estado de Sao Paulo y constató varias irregularidades. "Las peores condiciones de trabajo registradas este año de 2008 en los cultivos de caña fueron constatadas en la zona de Piracicaba, donde domina el Grupo Cosan", afirmó la Procuraduría.

Cosan está formada por capitales brasileños e internacionales y el 32% de sus acciones se cotizan en la bolsa de valores de Sao Paulo, en el segmento de Nuevos Mercados, de empresas que se supone mantienen la mayor transparencia y responsabilidad social.

Diario La República

Chegou a hora de Privatizar!

Cabral pede a Lula para administrar aeroporto Tom Jobim

O governador Sérgio Cabral propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira que a administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e do Porto do Rio, no Centro da cidade, passe para o governo estadual que, em parceria com a iniciativa privada, promoveria as reformas urgentes e necessárias nesses dois terminais.

Segundo ele, o presidente da República recebeu a proposta favoravelmente, mas ainda não deu uma resposta. "Ele está desejoso, mas age com a cautela necessária, pois como presidente tem de ouvir todos os lados. Convidaríamos uma empresa privada para administrar os terminais. Com a Infraero não sai nada", comentou Cabral.

De acordo com Cabral, em recente viagem de uma missão empresarial do estado à Alemanha sob sua liderança, a empresa alemã Fraport manifestou interesse em assumir a administração do Tom Jobim. Cabral disse que vai encaminhar à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o desejo da empresa...

O Dia Online

A Infraero cobra a tarifa de embarque mais cara do mundo, porém, este dinheiro não é revertido integralmente em investimento de infra-estrutura aeroportuária. A estatal não tem capacidade de "tocar o barco", chegou a hora da inciativa privada administrar e acabar com a bagunça.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Só agora???

Governo tenta reduzir tarifas abusivas de telefonia celular

O Ministério das Comunicações deve entregar ao Planalto um estudo para tentar reduzir os custos das contas de celular. Em comparação às tarifas ao redor do mundo, a pesquisa concluiu que o brasileiro paga muito caro pelas ligações, principalmente entre operadoras de telefonia diferentes. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, argumenta que o Governo não pretende trazer prejuízos para as empresas, mas defende que estas comparações devem ser feitas, ainda mais por as disparidades serem tão gritantes.

BandNews FM


Isso já deveria ter sido feito há muito tempo. É só reduzir os impostos cobrados sobre a conta de telefone. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) informa que de cada dez reais pagos pelos usuários brasileiros na conta de telefone, no mínimo quatro reais vão diretamente para o pagamento de impostos. Segundo o Instituto, as principais incidências sobre a conta telefônica são o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O valor dessas taxas representa para o usuário de 25% a 35% da conta telefônica, de acordo com a região.

Em Rondônia, estado onde a alíquota de ICMS é a maior no Brasil, a tributação resulta efetivamente em uma cobrança de 63%. Naquele Estado, de cada dez reais que o consumidor gasta na conta telefônica cerca seis reais vão para os cofres de diferentes governos, principalmente o estadual. Em estados brasileiros como São Paulo e Santa Catarina a tributação paga pelos assinantes é de 40,15%.

O Ipea ainda chama atenção para o fato de que quando um cliente vê uma alíquota de 25% em sua conta telefônica, na verdade a alíquota efetiva é muito superior. No Distrito Federal, por exemplo, com uma alíquota de 25% de ICMS mais os 3,65% de PIS e Cofins, temos uma tributação efetiva de 40,15%.

Uma forma de reduzir os valores pagos nas contas telefônicas, segundo o Instituto, é a mobilização do consumidor contra a carga tributária. No Rio Grande do Sul, por exemplo, uma associação de classe média criou outdoors com as fotos e nomes dos deputados que votaram pelo aumento das alíquotas de ICMS. Em países como a Coréia e os Estados Unidos a tributação é de 10%.

As Melhores e Piores Corporações

Top 10 Best and Worst Reputations In Corporate America

The results of the Harris Interactive survey that tracks the reputations of the 60 most visible companies in America has been released and here they are: Google is tops and Halliburton is not. Not shocking, but there are some interesting findings. Honda is the only car company to make the top 10, and Comcast, Sprint and Northwest Airlines are the least well-regarded in their respective industries.

As melhores

1) Google
2) Johnson & Johnson
3) Intel
4) General Mills
5) Kraft
6) Berkshire Hathaway
7) 3M
8) Coca-Cola
9) Honda
10) Microsoft

As piores

10) DaimlerChrysler
9) General Motors Corporation
8) ChevronTexaco Corporation
7) Ford
6) Sprint
5) Comcast
4) Exxon
3) Northwest Airlines
2) Citgo
1) Halliburton

As maiores variações:

1) Bank of America
2) Halliburton
3) Wal-Mart
4) Sears
5) Nike


The Consumerist

terça-feira, 24 de junho de 2008

Era melhor ter ficado calado!!!

Alencar defende reajuste de Bolsa Família, mas critica aumento atrelado à inflação

O vice-presidente José Alencar defendeu nesta terça-feira o reajuste nos benefícios pagos pelo Bolsa Família, mas criticou que o aumento seja atrelado à inflação.

"Temos que evitar indexar a economia. Um dos fatores mais preponderantes no combate à inflação foi o fim da indexação. Não há razão para que venham esses índices. Não devemos voltar praticar a indexação", enfatizou.

Na opinião de Alencar, corrigir o Bolsa Família pelos índices inflacionários "não corrige os malefícios da inflação".

"Mais importante do que o reajuste é evitar a volta da inflação. Quem tem renda fixa, sofre mais com o aumento do custo de vida. É preciso que o governo esteja atento para evitar a inflação", disse o vice-presidente.

Folha Online

Se o Bolsa Família não ficar atrelado à inflação, então vai se basear em que na hora de reajustar? O problema é que a inflação está crescendo mais do que o governo esperava, e o "vale lula" tem que acompanhar este crescimento, não pode ficar defasado, a população das camadas D e E são as mais sensíveis aos reajustes dos preços dos alimentos.

O Vice-Presidente defecou pela boca!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Por que os livros são caros no Brasil?


Essa pergunta foi feita pelo blog Marginal Revolution (Why are books so outrageously expensive in Brazil?). Algumas possíveis respostas que o blog apresenta:

a)Muitos brasileiros não lêem. Baixa demanda, preço alto é a lei da economia.
b)A rede de comercialização é pouco eficiente.
c)A língua portuguesa não ajuda. O português de Portugal é diferente do Brasil.
d)A moeda brasileira está valorizada no momento.

Apesar do preço de muitos livros no Brasil ser relativamente baixo, tenho que concordar com o site. Atualmente, metade do preço de venda fica na livraria (se for uma livraria de shopping, o percentual é de 60%).

Um motivo para visitar o Paraguai

Onde o preço da cerveja é mais alto e mais baixo

Mercado para profissionais de contabilidade

Mercado aquecido para futuros contabilistas

A adequação da contabilidade brasileira aos padrões internacionais e a intensificação da abertura de capital das empresas indicam uma nova realidade para quem atua ou planeja ingressar na área contábil.

Segundo os especialistas, o segmento sofrerá uma explosão na demanda de profissionais, em resposta às necessidades de informação para a tomada de decisões nos negócios internacionais, tendo em vista a crescente globalização da economia.

“Sairá na frente quem tiver a qualificação para atender aos requisitos, entre eles domínio do idioma inglês e conhecimento do novo padrão internacional de práticas contábeis”, destaca Ronaldo Fróes, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), entre outros aspectos.

Felizmente, a visão que se tinha do contador de uma figura que só cuida da burocracia fiscal, para atender ao governo está acabando. “Ele cria ferramentas importantes para o plano de gestão das empresas, garantindo a sua sustentabilidade num mercado cada vez mais competitivo”, diz Elaine Varella, sócia da Trevisan Outsourcing. Por isso, é importante que tenha a noção da nova dimensão da profissão e se atualize para ter sucesso na carreira.

O Estado de São Paulo

Revolução Contábil


Com a discrição que lhes é peculiar, os contadores prepararam uma revolução. Ela já está em curso desde o primeiro dia do ano, quando entrou em vigor a Lei 11.638, que reforma a parte contábil da Lei das Sociedades por Ações, de 1976.

Não se engane, não é mais um calhamaço de regras esotéricas. É um coquetel molotov que promete "reinventar a profissão", nas palavras de Nelson Carvalho, o representante brasileiro no Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês), a entidade com sede em Londres responsável pela nova ordem mundial das demonstrações financeiras.

A invocação "contadores do mundo, uni-vos" pode ser ouvida pelos quatro cantos do planeta e agora também em qualquer seminário perto de você. Sim, são vários, especialmente das firmas de auditoria e consultoria que se preparam para um ano de muito trabalho e honorários.

Só a BDO Trevisan, sociedade do empresário Antoninho Marmo Trevisan com a multinacional BDO, planeja nada menos que 100 neste ano. Na segunda-feira, a empresa lança seu "guia de bolso" para a lei, intitulado "Uma revolução na contabilidade das empresas". Dois dias depois, a Trevisan Escola de Negócios promove um curso intensivo de contabilidade internacional com foco em IFRS - sigla em inglês para as normas internacionais de informações financeiras.

Imagine que as suas concorrentes, principalmente as chamadas "quatro grandes" - Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PwC - também estejam cheias de planos para o futuro e teremos o ano recorde para a locação de auditórios.

Mas centenas de seminários não vão evitar que o ano seja "uma bagunça", como previu um acadêmico durante um dos muitos encontros realizados nos últimos meses para discutir o assunto. Ele não se referia só às mudanças visíveis, como a troca de um conjunto de contas por outro e pontos polêmicos como marcação de ativos pelo valor mercado. A confusão se dará por uma mudança radical na postura de quem faz os balanços. Essência sobre a forma, este é o mantra entoado pelos gurus da nova religião contábil.

Não se trata de uma tarefa simples mudar a maneira como pensam auditores, contadores e acadêmicos para que adotem o "subjetivismo responsável", termo criado por Sérgio de Iudícibus, professor aposentado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

O tempo do "check list" acabou, dizem os arautos da revolução que vem sendo tramada desde o começo da década de 90 - e, depois de várias várias concessões, foi aprovada no fim de 2007. Não basta cumprir as regras, "consultar os papeizinhos com fórmulas no bolso", segundo Nelson Carvalho, que, além de membro do Iasb, também é professor da USP. Mais poder e responsabilidade para os contadores, quase uma redenção de uma categoria sempre relegada ao segundo plano nas decisões empresariais.

Mas a "harmonização" com os países que usam as regras internacionais (entre os quais, diga-se, não estão os Estados Unidos, o principal mercado de capitais do mundo) não é exatamente harmônica entre os profissionais brasileiros. Olívio Konder, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que a nova lei desrespeita os princípios fundamentais da contabilidade e defende uma nova reforma contábil. Antônio Lopes de Sá, mentor de uma corrente chamada "neopatrimonialismo" e conhecido por sua prolífera produção literária, tem vários artigos na sua página na internet desancando a harmonização das regras contábeis.

Valor Econômico

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Tiro no Pé

O presidente Lula admitiu nesta segunda-feira, em São Paulo, que o controle da inflação, a qualquer custo, é a prioridade do governo, nesta travessia de 2008. O problema é que há um pensamento único, aqui nos gabinetes de Brasília, segundo o qual só o aumento dos juros é capaz de conter o aumento dos preços, por redução do crédito, do consumo, da produção, do emprego e do salário.

Cá entre nós, como é que um novo aumento dos juros no Brasil pode combater uma inflação que, segundo o presidente Lula, vem lá de fora, na explosão especulativa dos preços de petróleo, minérios e alimentos?

Também não sabemos como os juros podem combater, além dos caprichos do mercado, também ao azares do clima.

O que sabemos é que juros no alto e em alta, já em overdose, inflacionam ainda mais os custos financeiros da produção e do consumo.

É um tiro no pé.

Joelmir Beting - 16/06/2008

domingo, 15 de junho de 2008

Dólar e crédito parcelado levam classe C para o exterior


O tango e a neve, além do forró e das praias nordestinas, já começam a fazer parte dos planos de viagem da classe C. O dólar - cada vez mais barato para o bolso do brasileiro, somado às ofertas do parcelamento - atrai uma nova camada da população para as viagens internacionais. São turistas que muitas vezes conhecem os destinos populares do Nordeste, como Porto Seguro, na Bahia, e algumas capitais, mas nunca imaginaram ir para o exterior.O tango e a neve, além do forró e das praias nordestinas, já começam a fazer parte dos planos de viagem da classe C. O dólar - cada vez mais barato para o bolso do brasileiro, somado às ofertas do parcelamento - atrai uma nova camada da população para as viagens internacionais. São turistas que muitas vezes conhecem os destinos populares do Nordeste, como Porto Seguro, na Bahia, e algumas capitais, mas nunca imaginaram ir para o exterior.

Estadão.com.br

Por CSS, governo liberou R$ 328,6 mi em emendas

Só na última semana de maio, liberaram-se R$ 98 mi
Entre 2 e 11 de junho, dia da votação, mais R$ 92 mi
Maiores beneficiados foram os governistas PMDB e PT
As verbas constam de ‘empenhos’ registrados no Siafi



É impressionante as atitudes tomadas pelo governo Lula, existe uma informação divulgada pelo blog do Josias de Souza de que durante todo o mês de maio e os primeiros 11 dias de junho, o planalto empenhou R$ 324 milhões em emendas injetadas no Orçamento pelos parlamentares. As prostitutas parlamentares estão se vendendo para votarem favorável a CSS.

É muita verba sendo liberada, só em maio foi de R$ 236,6 milhões, sendo que na última semana do mês, quando os debates sobre a CSS estavam a toda na Câmara, R$ 98 milhões foram liberados. Já em junho, entre os dias 2 e 11 (dia da votação), mais R$ 92 milhões.

O Planalto afirma que o lote de emendas não tem relação com a CSS. Entretanto, as legendas mais beneficiadas são as mesmas da base governista, ou seja, dos que votaram favoravelmente à CSS. Caso do PMDB, que recebeu R$ 25,6 milhões e do PT, com R$ 16,2 milhões.

Partidos que receberam Emendas:

PMDB: R$ 25,6 milhões;
PT: R$ 16,2 milhões;
PR: R$ 6,7 milhões;
PSB: R$ 5,9 milhões;
PP: R$ 3,7 milhões;
PSDB: R$ 3,5 milhões;
PTB: R$ 2,8 milhões;
PMN: R$ 2,8 milhões;
PV: R$ 2,65 milhões;
PDT: R$ 1,8 milhão;
PPS: R$ 1,2 milhão;
DEM: R$ 998 mil;
PCdoB: R$ 995 mil;
PTdoB: R$ 988 mil;
PHS: R$ 300 mil;
PSC: R$ 243,7 mil;
PSOL: R$ 100 mil;
PRB: R$ 79,5 mil.

Leia a matéria completa no blog do Josias

OBS.: A emenda parlamentar é muito utilizada pelos políticos, principalmente no orçamento.
Funciona mais ou menos assim: o político faz um favor para o governo, por exemplo, vota a favor de um projeto e em troca se faz uma emenda para liberar mais dinheiro para esse político levar recursos para o curral eleitoral dele.
É o tal do "toma lá.. dá cá!"