Em dezembro de 2007, Cristina tinha uma popularidade de 55%, o respaldo de 20 dos 24 governadores. Além disso, controlava - entre aliados e parlamentares próprios- 161 dos 257 deputados na Câmara. No Senado sua situação também era confortável, com o apoio de 47 dos 72 senadores. Dois anos depois, grande parte desse capital político está desintegrado. Na Câmara, o casal perdeu o apoio de 57 parlamentares e agora têm o apoio de apenas 104. Eles também perderam a maioria no Senado, passando de 47 para 36 aliados. Dos 24 governadores, agora apenas 10 obedecem a Cristina, especialmente aqueles das províncias em graves problemas financeiros, que dependem dos fundos federais para pagar o funcionalismo. Uma pesquisa recente mostrou que Cristina e Néstor são considerados os políticos em atividade no país com a pior imagem pública. Cristina tem somente 20% de aprovação e seu marido, 19%. Somente 24,4% dos entrevistados consideram que o governo teria chances de emplacar um novo mandato.
Cesar Maia
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
CRISTINA KIRCHNER PERDE MAIORIA NA CÂMARA, NO SENADO, NOS ESTADOS E NA POPULAÇÃO!
- Emanuel Basilio Jr 12 comentários
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Pitta na Política
A morte de Pitta foi por conta de muita pressão, audiência, processos e em fim, quando nós somos submetidos a processos penais é triste a angústia, o que vamos falarmos para nos defendermos, pessoas e mais pessoas acusando e é doloroso mesmo e, a mente não suporta e o organísmo reage mesmo, podendo aparçerem várias doenças ou agravar a situação de saúde e não é nada bom para cidadão nenhum, em qualquer que seja a situação ou de réu ou vitima.
Celso levou para o Túmulo vários segredos, de pessoas influentes que o coagiu no Poder, as falcatruas, os demandos e as pressões são enormes e, de muitos nomes que vai de vários escalões da alta sociedade Paulista. Um cargo para um, um benficio para outro e assim, o Celso se encheu de dividas para com a Justiça e, pouco ele abriu a boca para falar a verdade, que só a Alma dele sabe...*+
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Para Refletir...
OS EFEITOS ESTATIZANTES SÃO MUITO GRAVES QUANDO OS GOVERNANTES ASSUMEM A PRESIDÊNCIA COM UMA ESPÉCIE DE MANDATO DE REFUNDAÇÃO DO PAÍS, BASEADO EM UMA VERDADE SUPERIOR!
1. Políticos do governo e da oposição coincidem num ponto: a lei de controle dos meios audiovisuais é um suporte estratégico dos Kirchner para a eleição presidencial de 2011. A distância da eleição e a proximidade dessas manobras mostram que a sucessão segue sendo um assunto traumático. Essa sucessão tão distante está provocando um enorme desperdício de esforços quando se deveria estar tratando do federalismo, reforma tributária, política energética e da pobreza. Tudo está suspenso em nome da eleição presidencial de 2011. A impostação do temperamento hegemônico sobre o republicano de nossa democracia relega a um segundo plano o que é vital, enquanto se esquentam os motores das eleições presidenciais.
2. Esse debate remonta a duas concepções dos séculos 18 e 19. Uma é o princípio da legitimidade do governo limitado: o monopólio mais perigoso é o monopólio dos governos. A lei deve ter a virtude suficiente para cortar as asas da concentração do poder, em especial do Estado. Outra é o princípio baseado na expressão majoritária da democracia, ou seja, o tenso contraponto entre o público e o privado, a soberania do povo, que se manifesta pela maioria, tem a faculdade de influir com energia sobre a opinião. A capacidade de síntese com que Perón resumia suas ideias é demonstrada nesta frase de 1951: "A preparação da opinião pública em um país soberano é parte da soberania que exerce o governo". Em resumo: é a articulação estatal sobre os meios de comunicação, reduzidos a um aparato oficial de difusão.
3. É difícil encontrar nas experiências concretas das democracias, uma circunstância na qual prevaleça absolutamente uma ou outra concepção. Os comportamentos -privado e público- estão misturados. A dinâmica da imprensa privada, guiada pela inovação, conduz ao crescimento e a expansão. A dinâmica do poder do Estado conduz a aplicar regulações. Os efeitos estatizantes são muito mais graves quando os governantes assumem o cargo presidencial com uma espécie de mandato de refundação do país, baseado em uma verdade superior a de seus contrários. Daí a estabelecer que os meios de comunicação sejam fabricantes de uma consciência falsa no público, aplicada por seus proprietários, a distância é curta.
4. Se as verdades são só aquelas que transmitem os governantes é lógico pensar que as imagens que circulam na sociedade sejam produto de um engano deliberado. Rompida esta membrana, a verdade do poder poderá refulgir sem intermediários, em um vinculo transparente com o povo que o elegeu. Os problemas explodem quando os governantes sofrem a inclemência de uma realidade que não se ajusta a esses esquemas. Nesta encruzilhada entre o que é e o que o poder supõe ser, se agita e estremece o ânimo por alcançar o triunfo eleitoral.
5. Há 60 anos já se dizia que a Argentina possui um sistema que não reconhece lealmente a derrota. Esse sistema ainda persiste. A eleição parlamentar de junho traçou limites e mostrou a necessidade de pactuar políticas, mas a resposta do governo foi saltar para frente e desconhecer o que realmente ocorreu, agregando que esse resultado eleitoral foi apenas o produto das deformações instrumentadas pela imprensa. Com teoria semelhante, a vontade livre do povo e a autonomia da cidadania têm escasso valor. Esses atributos só são valiosos quando se acoplam à vontade do governante. Ainda há tempo de mudar esse rumo. Do contrário, nosso regime constitucional corre sérios riscos de empantanar-se depois de 10 de dezembro (posse dos novos parlamentares). Ruge o leão? Ou é tão só um gato encurralado que lança rugidos sem tom nem som?
Resumo do imperdível e fundamental artigo do politólogo e historiador argentino, Natalio Botana, no La Nacion (15). Os conceitos gerais se aplicam como luva ao Brasil de hoje.
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
LIBERAÇÃO DO TRÁFICO DE DROGAS
2. Este Ex-Blog leu e releu a matéria, pois é difícil de acreditar. Como comprovar ligação com o crime organizado numa entrega em varejo ou delivery de drogas? O que são pequenas quantidades? No Rio, com exceção de algumas grandes "bocas de fumo", como Rocinha e Maré, a grande maioria delas é de pequeno porte e recebem papelotes e trouxinhas de repasse. Nesse caso, estará sempre enquadrado o fornecimento individual como pequeno traficante.
3. Os fornecimentos para consumidores de renda mais alta não saem com um caminhão distribuindo, mas fracionam e entregam apenas quantidades pequenas, até para manter o consumidor sob controle.
4. Essa medida, para o Rio, seria um desastre de grandes proporções, pois na prática estaria liberando o tráfico de drogas em 90% das situações. Espera-se que o Congresso arquive por inconstitucional, e mais que isso: por imoral.
Cesar Maia
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Abertura Econômica Já!
DÓLAR DERRETE EXPORTADOR
Espaço aberto para Alberto José Peliciolli, diretor financeiro de empresa de móveis em Flores da Cunha (RS): "Nossa empresa do ramo de móveis é 100%, mas com o dólar no patamar em que está é impossível continuar, sob risco de demitir nossos 330 funcionários e mandá-los para o seguro desemprego. Vamos teimando, ainda até o final deste ano.O governo não se dá de conta que estamos gerando empregos na China, na Índia? Precisamos urgente de uma banda cambial".
O professor Marcelo de Oliveira Passos, da Universidade Federal de Pelotas (RS), entra no assunto, sugerindo como evitar uma apreciação maior da taxa de câmbio real no médio e longo prazo: basta promover uma nova rodada de abertura comercial (importar mais para exportar mais).
Diz ele: "Mexer na política cambial é tarefa que requer um timing preciso, um sentido apurado de análise e uma perfeita noção de sintonia da política cambial com outras políticas que fazem parte da política econômica (políticas fiscal e monetária, sobretudo, e também as políticas externa e comercial)". Por isso, às vezes é "melhor manter a política cambial como está e refletir mais sobre a necessidade e as características destas alterações". Mas cabe uma proposta: "não seria melhor é influir indiretamente sobre a taxa cambial (incentivando as importações) que alterar a política cambial (como propõe alguns economistas)? O Brasil é uma das grandes economias mais fechadas do planeta. Quando sua taxa de câmbio ruma para uma apreciação excessiva, tem-se uma oportunidade de se fazer política comercial. Nesse sentido, prospectar mercados para nossos principais produtos e oferecer em troca a desoneração tarifária para produtos importados essenciais para a indústria brasileira (máquinas e equipamentos, tintas, alguns componentes eletrônicos, softwares etc.) pode ser mais eficaz para a estabilidade cambial no médio prazo do que o discutir e implementar mexidas na taxa de câmbio, controles cambiais etc".
Ampliar a corrente de comércio pode ser mais eficaz do que defender alterações na política cambial, afirma. Outro ponto importante a considerar: "Com o possível aumento da taxa Selic no curto prazo, é possível que ela tenda para um piso cada vez menor. Bom para o especulador cambial e péssimo para o exportador. Um aproveita as diferenças de preços entre ativos (o real e o dólar). O outro gera produto, emprego e renda."
Joelmir Beting
- Economia
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários
domingo, 18 de outubro de 2009
CUIDADO...
CHAVISMO POR AQUI?
O PT tem dois vetores. De um lado, o sindicalismo, social-liberal por natureza, na dialética empregado-empregador, e pela sólida posição da CUT em sindicatos de bens duráveis de consumo, não estatizáveis. Em crises, reduzem-se os impostos. Do outro lado, a esquerda -dita- de origem revolucionária, que controlou a direção do partido até o "mensalão", quando caiu, arrastando a anterior. A partir daí, os sindicalistas assumiram a direção do partido.
O comando do PT pelo sindicalismo e a presença hegemônica em postos-chave do governo, do presidente aos fundos de pensão, conselhos do FGTS e do FAT, são um duplo poder. O Bolsa Família caiu como uma luva por sua marca social-liberal de igualação do ponto de partida. Com isso, associa a distância sindicalismo e marginalizados.
Aliás, a transposição de líderes sindicais a dirigentes partidários foi criticada por Lênin em seu "O Que Fazer" (1902). E Marx e Engels nunca integraram os marginalizados ao proletariado e repetiam que o lumpemproletariado era a massa de manobra do capital ("Manifesto", 1848).
Os poderes, partidário e governamental, assumidos pelos sindicalistas da CUT, do ponto de vista da estabilidade política, não gera riscos, por sua natureza social-liberal. Porém, como forma de sinalizar aos militantes do PT um sentido tático nas ações de governo, usa-se a política externa em relação ao hemisfério Sul. Por sorte, Chávez radicalizou na frente, e a parte visível da política externa brasileira foi a moderação do presidente. Por mais sinais chavistas dados pelo co-chanceler-sul, o Brasil foi empurrado para o centro por Chávez.
Quando Lula indicou uma candidata da -dita- esquerda revolucionária para presidente, criou uma sensação de descontinuidade no caso de vitória. Mas os meses foram mudando essa sensação, e veio um certo alívio. Até a informação de que o coordenador-geral da sua campanha será o co-chanceler-sul, ostensivamente mesclado ao chavismo.
O desdobramento pós-eleitoral dos coordenadores-gerais de campanha é sempre uma posição destacada no governo (Sergio Motta, Dirceu-Palocci). Dessa forma, o que se pode esperar dessa decisão, de proximidade orgânica com o chavismo, é a certeza disso, e desde agora. Uma notícia preocupante para os que têm a democracia como estratégia, e não só como tática.
Blog Democratas
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários
sábado, 3 de outubro de 2009
A Bagunça continua no MST
Onyx: Governo impede investigação de repasses ao MST
O governo pressionou e conseguiu que integrantes da base aliada da Câmara retirassem as assinaturas necessárias para a criação da CPMI do MST, com o objetivo de investigar o repasse de recursos públicos ao MST e outras entidades. Dessa forma, o número de apoio à criação da comissão fechou em 168, ou seja, três a menos do que o necessário. "Houve uma pressão fortíssima do governo sobre os deputados da base para que eles retirassem a assinatura. Essa manobra mostra que existe um conluio entre o MST e o governo Lula", declarou o deputado e autor do requerimento de instalação da comissão na Casa, Onyx Lorenzoni (RS). "Lamentavelmente por meio dos favores do rei muitos rasgaram o seu compromisso com o agronegócio e com o povo brasileiro. O futuro desses políticos será julgado nas urnas do ano que vem", acrescentou. O deputado declarou que a busca de assinaturas não está encerrada e que os deputados vão apresentar um novo pedido de abertura da CPI.
Democratas
- Política
- Emanuel Basilio Jr 0 comentários

